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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

O Menino que Desenhava Monstros - Resenha de Unicórnio


O Menino que Desenhava Monstros
Keith Donohue
Darkside Books
Nota: 2/5 ✰'s

É um livro de terror psicológico e suspense, onde o escritor Keith Donohue mistura fantasia com realidade para surpreender os leitores do início ao fim, é uma história sutil, que envolve pelos pequenos detalhes.

Sem entrar muito na história, O protagonista de dez anos, Jack Peter, tem uma doença chamada de síndrome de Asperger, a qual afeta a capacidade do menino de se socializar, que é agravada por um caso extremo de agorafobia. Ele não pode sair de casa por ter medo de que monstros o peguem, o que o faz um prisioneiro em sua própria casa. Jack Peter tem um dom para desenhar monstros antes de outras pessoas serem capaz de vê-los. Seus pais já não mais aguentam lidar com sua doença. Entretanto, Jack tem um amigo que também possui a sua idade, chamado Nick, quem é o filho de amigos da família.
O problema de Nick ganha intensidade, pessoas ao redor do garoto são assombradas por visões, dos monstros desenhados em seus cadernos, onde começam a se tornar cada vez mais reais, e podem estar relacionados às diversas tragédias da região. Padres são chamados, histórias são contadas, janelas batem. E os monstros parecem se aproximar cada vez mais. O enredo se torna emocionante com a aparição dos monstros.

Um ponto forte do romance que acho é o retrato de Jack Peter e Nick eles São crianças incomuns, as quais dirigem a história. Outro elemento fundamental é a atmosfera gótica. Há uma sensação pesada de pavor das pistas durante o enredo do romance. Os elementos de assombração são muito bem escritos pelo autor, com sua narrativa incomum, sua cadência de fatos e desenrolar do enredo são mais lenta mesmo, o que não o faz menos interessante.

Em resumo O Menino que Desenhava Monstros é uma história de pais tentando criar um filho com um problema psicológico sério, e também uma história sobre fantasmas, monstros e mistérios do passado. Parece que vai cair no clichê das histórias de terror e suspense, mas não cai. O final é muito legal. No fundo, fala do medo que todos nós temos dentro de nós e de até onde somos capazes de ir para nos livrarmos daquilo que nos assusta.

Apesar de ter visto muitas resenhas criticando o livro, a meu ver, ele é muito bom. Uma delícia de se ler. Ele é bem delicado e nos presenteia com um suspense e cenas do dia a dia que nos embalam e nos transportam para aquela região costeira do Maine. Gostei muito mais do livro ao terminar e compreender a história como um todo. Terminei com aquele misto de felicidade pelo final não tão óbvio e que me surpreendeu.

Minha opinião sincera: Eu gostei do livro, mas esperava MUITO mais dele. Pra mim, não teve nada de terror psicológico e o final, apesar de ter sido bom, não me agradou tanto. É que eu tô tão acostumada com os sucessos astronômicos da Darkside que esse me deixou maio pra baixo. É isso.


terça-feira, 13 de novembro de 2018

Os Sofrimentos do Jovem Werther - Resenha de Unicórnio




Os sofrimentos do Jovem Werther
Johann Wolfgang von Goethe
L&PM Pocket
Nota 3,5 / 5


Sinopse:


Os Sofrimentos do Jovem Werther (1774) é um romance de Johann Wolfgang von Goethe. Marco inicial do romantismo, considerado por muitos como uma obra-prima da literatura mundial, é uma das primeiras obras do autor, de tom autobiográfico - ainda que Goethe tenha cuidado para que nomes e lugares fossem trocados e, naturalmente, algumas partes fictícias acrescentadas, como o final.
Neste livro, o suposto Jovem Werther envia por um longo período cartas ao narrador que, no próprio livro, através de notas de rodapé, afirma que nomes e lugares foram trocados.
O romance é escrito em primeira pessoa e com poucas personagens. Na época ocorreu, na Europa, uma onda de suicídios, de tão profundo que Goethe fora em suas palavras. Num estilo completamente adverso a Fausto, mas não menor que neste.

Resenha:


Primeiramente, gostaria de explicar o contexto em que essa obra foi escrita e publicada, acho que é essencial para entender a magnitude de uma obra como essa.

Embora tenha durado cerca de vinte anos (1760 – 1780), o movimento denominado “Sturm und Drang” (Tempestade e Ímpeto, em português) deixou grandes marcas, principalmente, na literatura e na música. Ele nasceu em oposição aos movimentos iluministas e racionalistas que estavam se proliferando na Europa e, principalmente, na Alemanha. Enquanto os racionalistas e classicistas franceses pregavam a razão como o viés norteador das ações humanas, os stürmer (assim denominados os adeptos do novo movimento) defendiam o homem como um ser dominado pelas emoções, regidos pelos sentimentos e desejos do coração. As obras produzidas nessa época foram cruciais para solidificar os ideais do Romantismo (iniciando assim esse novo movimento literário) por toda a Europa, cujas características principais eram a supervalorização do amor e idealização da mulher.

“A natureza humana tem os seus limites: ela pode suportar até certo ponto a alegria, a dor, o sofrimento e sucumbe caso ele seja ultrapassado. A questão aqui não é, portanto, se alguém é fraco ou forte, mas sim se é capaz de aguentar a medida do seu sofrimento, seja moral, seja fisicamente.”

O livro, como falado, é todo em formato de cartas e todas endereçadas ao melhor amigo de Werther (não tem as respostas), que esta longe de sua terra natal e escreve para relatar as experiencias por ele vividas.

Ele acaba por se apaixonar por Lotte (mas ela esta noiva) e se enxerga no ápice de sua felicidade e durante a narrativa, dá pra perceber que todos os personagens do triangulo amoroso sabem dos sintomas da coisa toda.

Mas quando Werther resolve seguir sua vida sem a sua amada e sair do vilarejo, a narrativa muda de figura. Werther tem pensamentos de automutilação e de terminar com a sua vida, já que com a descoberta do casamento da amada, a vida perdeu o sentido.

Vendo que não poderá se livrar do seu amor tão cedo, werther volta ao vilarejo e a coisa só piora, a cada encontro com a Lotte ele sentencia seu fim.

Opinião:


Bem, primeiramente me desculpem se a resenha ficou um pouco confusa, é que o livro é muito carregado de sentimentos.

É um livro muito bom, apesar de trágico. Eu gostei da leitura e do tipo de escrita do autor (foi meu primeiro contato com ele).

Pra quem não sabe, o livro foi proibido em muitos lugares por causo do Efeito Werther, muita gente se matou lendo esse livro, por se identificar com a situação da personagem, que mostra esse ato do suicidio como uma coisa poética.

Qual a opinião de vocês sobre o livro? conta ai que eu tô curiosa!!


segunda-feira, 12 de novembro de 2018

100 Cuecas! - Resenha de Unicórnio



Autor: Fábio Linderoff
User: @FabioLinderoff
17 Capítulos + Epilogo



Sobre a Obra: 

Toda história tem um começo, meio e as vezes precisa ter um fim. Após uma década de espera, Fábio Linderoff está de volta em uma história inédita! A terceira parte de sua epopeia pelo mundo LGBTQ conta o que aconteceu após a Parada Gay em que ele descobre a verdadeira identidade de Fera. Fábio agora está namorando e precisa lidar com o desafio de se relacionar com outro cueca-gay enquanto luta contra ataques e opiniões alheias. A história retrata momentos da vida do personagem dividida em atos inspirados em fatos vivenciados pelo autor, pessoas de seu convívio e em grandes musicais. 

Minha Opinião: 

Depois de uma década de espera para alguns, finalmente a última parte chega ao fim, este é o terceiro livro da Trilogia dos Cuecas, já fiz resenha dos outros dois aqui, 2 Héteros numa balada GLSVerdade entre Cuecas, então não poderia deixar esse livro passar em branco também, ontem foi o termino das postagens ou melhor era para ter sido, e logo, logo o escritor vai se ausentar das redes sociais por um tempo, ou seja não sei quando falarei com ele novamente. 
Isso não é mais uma resenha ou apenas uma resenha qualquer, é uma homenagem minha a esse livro, a essa trilogia e a esse escritor, que me apresentou um universo novo, que me fez pensar muitas coisas, que me deu conselhos também. 
Este livro é o último ato dessa história, junta os elencos, apresenta novos personagens também, e ata os nós, não deixando margem para dúvida, ou pontas soltas, esse é o fim de um ciclo, de uma era, vocês que não são leitores, ou que não conhecem não deve ter ideia do que ele e sua obra representa para mim e tantos outros que o acompanham a anos, ele sumiu e voltou a dois anos, republicou os dois livros editados e numa versão melhorada no wattpad, e coroando dez anos do início disso tudo ele nós presenteou com 100 cuecas!, então se você tem um amigo gay, ou amiga que gosta desse tipo de literatura pergunte para eles se já leram, e se não leram, provavelmente conhecem alguém que leu ou já ouviram falar desse escritor. 
 O que falar deste livro, que é a entrada definitiva do Fábio no mundo LGBTQ, explica alguns conceitos digamos assim, explana sobre a homofobia, tudo isso misturado a muita música e é claro devaneios do autor. Presente, futuro, realidade e fantasia se misturam, e dão luz, vida, a tudo isso. 

“- Se você cair, eu caio. Se você voar, eu vôo. – Ele disse.” 

Você conhece outra faceta do escritor, percebe ele mais maduro digamos assim, ele já tinha os esboços, porém só a pouco tempo ele pegou a sério e nós trouxe esse primor, além de percebemos um escritor mais maduro, sabemos um pouco mais dele e do que aconteceu meio nesse tempo, ressalto que são baseados em fatos acontecidos com ele e seus conhecidos, nem tudo que estar ali é real ou aconteceu daquele jeito.
Como cada um dos livros esse tem uma identidade própria, uma característica única, repleto de spoiler dos outros, mas tudo num contexto e fazendo sentido a história, conhecemos mais o Fera, entendemos e sentimos coisas contraditórias, vemos digamos assim um lado novo do Paulo surgir, Daniel crescendo e amadurecendo, e um apoio mutuo entre ele e o Fábio, sem duvidas essa amizade é linda, e vimos a crescer e amadurecer nesse meio tempo.

“- Ele quis dizer que ir atrás da felicidade é inútil. – Disse Dani apertando o meu joelho esquerdo. – Hoje em dia todo mundo quer felicidade. Como se ela fosse um produto. A felicidade está nas coisas que você ama ter, fazer, ler ouvir, nas companhias que curte ter por perto. Se você estiver fazendo o que ama e com quem ama, a felicidade vai estar sempre contigo.”

Claro que Danielle também deu o ar da graça, ela não poderia faltar, juntamente com Michel, Jean Pierre e Lucas, e novos personagens, uma banda muito presente, e um palco onde o Fabinho tem um momento mais intimo com os fãs digamos assim.

“As vezes, sem seque sabermos, usamos pessoas para atingir nosso objetivos. As vezes algumas pessoas são o caminho para a gente chegar a um lugar e não o destino da nossa jornada”

Também é uma homenagem a alguns leitores, sabe, ele inseriu alguns personagens na trama com nomes e características de alguns dos seus fãs, então vocês me verão lá também, ou alguém muito parecida comigo.

          Simplesmente a cereja do bolo, que veio para coroar e consagra essa trama e esse escritor, não estou aqui apenas como a redatora desse blog, mas sim como fã também, estou aqui reverenciando e aplaudindo de pé esse livro, essa obra, e esse escritor. Então em nome de todos os leitores e pessoas que se sentiram ajudadas que viu em você Linderoff um apoio, o meu, ou melhor, o nosso obrigada, porque é lindo de ver as mensagens de pessoas que leram, se apaixonaram, ou usaram a história dele como algo para se apoiar, para deixar mais forte.


       Beijão, até a próxima
       MaLê

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Misery, Louca Obsessão - Resenha de Unicórnio


Misery, Louca Obsessão
Stephen King
Suma de Letras
Nota 4,5/5 ✰'s

Sinopse

Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho.
A simpática senhora é também uma leitora voraz que se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, em Misery - Louca obsessão, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo.

Opinião

Que livro meus amigos, que livro!

A Sinopse do livro já conta um pouco da história, então vou deixar aqui as minhas impressões durante a leitura.

Pensem numa pessoa que passou o livro todinho agoniada, tiveram umas partes que eu precisei dar uma pausa na leitura pra tomar um ar porque eu ficava tão agoniada com a narrativa do Paul, que parecia que era eu que tava na situação dele, que negócio surreal.

Eu entrei tanto nesse livro, porque uma blogueira que eu admiro muito falou super bem dele então eu já fui ler com aquele fogo e acabei entrando demais na leitura (risos desesperados). A luta do Paul pra sobreviver mexeu demais comigo, as tentativas de descobrir mais coisas sobre a Annie, a falsidade dele quando começou a escrever o livro novo e tentar passar a impressão de que tava tudo bem naquela relação estranha… Ai, socorro.

*possivel spoiler* aquela cena do quartinho da escada, quando o Paul tá lá, jogado no chão e  guarda aparece e a Annie estoura os miolos dele e depois planeja se matar junto com o Paul, tive espasmos de sofrimento e agonia *fim do possivel spoiler*

Quando o Paul descobre o passado da Annie, eu quase tive um infarto, porque eu jamais pensaria que fosse ser assim.

Cês já perceberam que eu não consigo nem falar direito quando faço resenha de livros de terror né?! Eu fico muito empolgada com esse gênero que não consigo nem ser coerente nas palavras (risos eternos)

Mas é isso gente, me contem se vocês já leram esse livro, como foi a experiência de vocês com esse livro e com os livros de terror em geral!

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Carrie, a Estranha - Resenha de Unicórnio


Carrie, a Estranha
Stephen King
Suma de Letras
Nota: 4,5 / 5 ✰'s

Sinopse


"Carrie, a estranha" narra a atormentada adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as garotas de sua idade. Só que Carrie guarda um segredo: quando ela está por perto, objetos voam, portas são trancadas ao sabor do nada, velas se apagam e voltam a iluminar, misteriosamente.Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicaram. A vendeta vem à tona de forma tão furiosa e amedrontadora que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos.Com tantos ingredientes de suspense, "Carrie, a estranha" logo se transformou num enorme sucesso internacional e passou a integrar a mitologia americana. Ao ser transportado para as telas, em 1976, pelas mãos de Brian de Palma, teve a atriz Sissy Spacek e John Travolta em seus papéis principais. Agora, a nova versão cinematográfica, lançada em dezembro de 2013, é estrelada por Julianne Moore e Chloë Moretez.


Resenha


Lembra daquele teu amiguinho de escola que sofria bullying na escola, na faculdade, na rua? Daquela intolerancia com qualquer diferença, seja credo, cor, orientação, escolhas, enfim. Lembra dessa pessoa? Pois então, eu senti na leitura desse livro que se não fosse a telecinese da Carrie, ela seria mais uma dessas adolescentes perturbadas que sofre um bullying violento e que devido à problemas psicológicos, surta e mata todo mundo como a gente ta cansado de ver por ai nos atentados nos estados unidos.

Bem, vamo lá. A Carrie recebeu uma educação muito distorcida onde menstruar é errado, seios são errados, tudo essas coisas bem absurdas mesmo, porque a mãe dela é uma fanática religiosa e em muitas partes do livro eu fiquei completamente passada com o tamanho da violência que essa mãe exerce sobre a menina. De verdade mesmo? Pra mim, lendo o livro e vendo essa educação deturpada e esse bullying que ela sofreu, eu enxerguei ela como uma vítima. Carrie não é um monstro!

Eu não quero me estender demais no assunto pra não dar spoiler, mas imagine o livro logo de cara começa com a menina desesperada achando que tá se desfazendo em sangue e as outras meninas jogando absorventes nela e fazendo pouco caso da “ignorância” dela. Olha que horror.

É um assunto bem difícil de se falar porque eu já estive no lugar dela, não durou muito, mas eu sempre fui a nerd da sala, a excluída e todas essas coisas e quem tá na escola sabe que existe SIM uma hierarquia ali dentro.

Pra simplificar a coisa toda, a Carrie vai protagonizar um massacre, não só na escola dela, mas na cidade. Que tem início justamente quando ela enfrenta a mãe pra poder ir ao baile da escola com um cara que ta fazendo “caridade” pra ela, devido ao ocorrido dos absorventes que eu falei.

Com toda a certeza esse não é um livro de terror. Sério, de todos que eu li do Stephen (e todos aqui sabem que não são poucos) esse não me deu medo. Me deu pena, me revoltou. Porque o King vai jogar muito na sua cara (isso que o livro foi escrito lá atrás, quando essas coisas dos massacres norte americanos nem aconteciam ainda) o quanto a sociedade pode acabar com uma pessoa. Mesmo ela sendo branca, tendo acesso à educação, à carros; uma vida mediana. Eu fiquei simplesmente impactada com essa leitura. Realmente muito boa.

Os trechos que achei mais complicados de engolir foram os de fanatismo religioso da mãe. Porque ela tranca a menina no quarto durante horas pra rezar sendo que ela não fez nada. E como o livro tem umas partes do Caso Carrie, onde narram os antecedentes familiares da menina, tudo se encaixa uma hora e quando o livro acaba você tem vontade de socar meio mundo mesmo, porque é um livro triste sim.

Com relação ao filme, eu assisti o primeiro filme e achei ele meio confuso, por que não explica os antecedentes da menina, conta só a história mesmo. Se eu não tivesse lido o livro é bem capaz que minha opinião fosse bem diferente.

Por enquanto é isso meus amores, bora conversar sobre os massacres. Qual deles mais te marcou? qual é a sua opinião sobre isso? Tem algum outro livro que fale sobre isso que eu deveria ler? Um beijo no coração!

domingo, 28 de outubro de 2018

RESENHA: Fortaleza Impossível - Resenha de Unicórnio


Fortaleza Impossível
Jason Rekulak
Editora Arqueiro
Nota: 3/5 ✰'s

Sinopse

Uma declaração de amor aos anos 1980. ” – David Ebershoff, autor de A garota dinamarquesa. “Misto de história de amor, começo da adolescência e filme de ação, Fortaleza Impossível é um romance inteligente sobre amizade, sofrimento e computadores. ” – Ben H. Winters, ganhador do Prêmio Edgar e autor da trilogia O último policial. Um trio de garotos esquisitos e uma nerd brilhante que esconde um grande segredo. Um inesperado romance que nasce em meio a computadores e disquetes. Um ousado e perigoso assalto para roubar a edição de maio de 1987 da revista Playboy, com imagens escandalosas de uma famosa apresentadora de TV. Todos esses elementos se unem para compor Fortaleza Impossível, um romance que fará você rir, se emocionar e recordar a maravilhosa sensação de se apaixonar por algo – ou alguém – pela primeira vez.

Resenha

Quando eu vi esse livro na Americanas, eu comprei porque eu achei a capa linda e gostei da sinopse, mas nunca tinha visto ninguém falar sobre ele.

Quando eu li, fiquei muito surpresa. Me identifiquei em muitos aspectos porque meu pai viveu nessa época e preservou muitas das coisas desse tempo, o que me fez conhecer e apaixonar. Tanto que, real gente, eu sei escrever em linguagem de máquina (risos nervosos).

Esse livro conta a história principalmente do Billy, um gurizinho de 14 anos que tem notas ruins (mas a mãe acredita que ele é gênio reprimido) viciado em computador e videogames. Ele até conseguiu programar alguns joguinhos bem meia bocas.

Um dia, os amigos dele viram em uma loja do bairro a Playboy da Vanna White, uma apresentadora de TV pela qual eles são fascinados e como eles não podem comprar a revista, começa toda uma saga pra roubar essa revista.

Um dos requisitos pro plano deles ter sucesso é conseguir a senha do alarme da loja, pra isso Billy vai se engraçar pro lado da filha do dono da loja.

Porém, nessa de se engraçar pro lado da menina, ele descobre que tem um campeonato de desenvolvedores de jogos o qual o ídolo dele vai julgar e a guria também é uma nerd e eles resolvem criar o jogo juntos.

Ai a trama se desenvolve toda nisso ai, criar o jogo, ter notas boas, conseguir a senha do alarme pra pegar a revista, tentativas fracassadas, um romance adolescente embalado por sons nostálgicos de jogos em disquetes.

Foi uma leitura super gostosa e surpreendente, principalmente por causa do plot do final que foi sensacional! É uma leitura boa pra qualquer idade, qualquer um que ler vai se identificar e entender, recomendo esse livro pra quem tá de ressaca. Adorei!

sábado, 27 de outubro de 2018

A Maldição da Residência Hill - Resenha de Unicórnio

“A Residência Hill, desprovida de sanidade, ergue-se solitária contra os montes aprisionando as trevas em seu interior, está assim a 100 anos e talvez continue por até mais.”

                                        A Maldição da Residência Hill.
                                                                 Nota: 8,5/ 10





Estamos á poucos dias do Helloween e a Netflix este mês nos trouxe muito conteúdo do Gênero Terror.
Diante de tanto conteúdo, escolhi a Séria A Maldição da Residência Hill pela sua repercussão no Twitter, pessoas que passaram mal e isso despertou minha curiosidade e interesse; então bora lá;


Sinopse:
Shirley, Theo, Nell, Luke e Steven são cinco irmãos que cresceram na mansão Hill, a casa mal-assombrada mais famosa dos Estados Unidos. Agora adultos, eles retornam ao antigo lar e são forçados a confrontar os fantasmas do passado, após o suicídio da irmã mais nova.



A série é baseado no livro de 1959 do mesmo nome de Shirley Jackson, o Diretor Mike Flanagan (Diretor da adaptação do livro de Stephen King Jogos Perigosos) tomou muitas liberdades criativas, afirmo desde já que ele apenas se baseou no Livro, não vá ver a série esperando uma adaptação.
Embora a série tenha elementos de Terror ela nos traz uma analise mais profunda sobre os problemas vivido por cada um, como os fatos sobrenaturais da infância ainda refletem na vida adulta, diga-se de passagem, que eles são personagens profundos e tridimensionais.
A narrativa da séria caminha com flashbacks que alterno nos episódios explicando a experiencia de cada personagem, com os acontecimentos na Residência Hill e sua vida após saírem de lá. Isso nos dá perspectiva de como cada um foi afetado pelos eventos sobrenaturais. O enredo trabalha com fantasma que assombram pessoas de forma literal e também psicológica, sabe, quando você é assombrado por fantasmas do passado?
De inicio eu não queria ver essa séria porque a minha fase consumidora de Gênero de terror já passou. Decidi ver a série assim que acabei minha maratona da Terceira temporada de Demolidor e nisso era 2 da manhã. Eu moro sozinha e hoje em dia tenho um pouco de receio do gênero terror com fantasmas, porque qualquer barulho eu já começo a cantar uma música de igreja. Pensei comigo não vai dar nada, porque hoje em dia esse tipo de história está cheio de Jumpscare (Técnica de filmes de Terror com infração pra gerar sustos). Eu me enganei com fato de não ser assustador, a série raramente usa desse artificio, só que ela cria um ambiente de tensão nas cenas de assombração com a ausência de trilha sonora, que faz você se segurar na cadeira e rezar todas as orações conhecidas e olhar em todos os cantos da tela procurando o bicho. Depois do primeiro episódio logicamente deixei para continuar a maratona de dia, desculpe eu não rio na cara do perigo como o Simba de Rei leão, não morando sozinha.
Tudo o que eu posso dizer sem dar Spolier é que fique atento a tudo pois ela tem um plot no episódio 5 que eu já tinha percebido e formado teorias desde de o 3, está tudo ali para você pescar as informações.
Queria dizer que essa série transcende o Terror e nos dá um quebra-cabeça para montar os acontecimentos da noite que eles deixaram a Residência, nos dá temas profundos para pensar e refletir e uma tensão de deixar qualquer um na ponta da cadeira. E o ultimo aviso é cuidado que embora seja vendida como terror, ela também aborta alguns temas gatilhos com suicídio, drogas e depressão e doenças mentais.


 Se você já viu a Serie e não entendeu o final continue lendo, agora se você não viu ainda corre para assistir e volta aqui para terminar de ler.


Aviso de spoiler


“Eu vivi com fantasmas desde de criança.
Desde antes de saber que eles estavam lá.Fantasmas são culpa, segredos, são arrependimentos e fracassos.Mas muitas vezes um fantasma é um desejo."








O Quarto Vermelho


Antes você precisa entender como eu disse na crítica a série aborda alguma temas pessoais de cada personagem e como ele lida com os traumas, temos ali sobre dor compartilhada, dor geracionada e doenças mentais. Quando você consegue olhar para os acontecimentos com essa ideia em mente não fica difícil entender alguns acontecimentos, então percebe que tem muito do psicológico dos personagens envolvido no que eles estão vendo.
Durante o passar dos episódios vai ficando evidente que hora ou outra estamos ali vendo algum dos personagens dentro do quarto vermelho, pois ele é a sala de dança da Teo, quarto de jogos do Steven, a casa da arvore do Luke e a sala de leitura da Olivia. O quarto se mostrava com significados diferentes em relação a cada personagem, me desculpe a comparação Potterheads, mas o quarto vermelho se comportava com a sala precisa em sua explicação mais simples. 
Algumas coisas não ficam explicada na Série (Pessoalmente eu acho assim mais interessante, por nos deixar imaginar e especular diversas coisas) porém é claro que a casa tem algumas vontades, como se ela fosse um ser vivo e pensante. Então quando fantasma da Nell  nos diz que aquele quarto é o estômago da casa, não necessariamente ela está devorando os personagens, ela está fornecendo um ambiente onde eles se sintam à vontade e possam digerir os acontecimentos, por isso que na noite em que a Olivia leva os gêmeos e Abigail para o quarto ele está naquele formato, pois naquele momento aquele ambiente era o que a deixava segura e refletia seu desejo interno de proteger os filhos a todo custo. 
Por isso quando eles retornam mais velhos tem que confrontar seus traumas e medos de uma forma aterrorizante com os elementos de assombração associados as situações, exemplo do Steven onde sua mulher está gravida e eles podem iniciar uma família, mas o bebê meio que é demoníaco.
Fica claro que as pessoas que morreram ali anteriormente, morreram por não conseguirem lidar com seus traumas do passado. Olivia começou a ficar muito perturbada e obcecada depois da visão e a possibilidade dos filhos mais novos morrerem, em um raciocínio conturbado ela chegou na conclusão de que para não os perde (o que era seu maior medo) à saída era ela mesmo os matar, assim poderiam ficar com ela para sempre e seguros. Quando o marido levas as crianças embora ela percebe que ali naquele momento acabou de perde-los e resolve se matar.
Todos os acontecimentos estavam envolvidos com algum problema que personagem já sofria, então os que morreram estavam no ápice, por serem desacreditados, por estarem em um alto nível de depressão. O único que sabia mais ou menos como a Casa funcionava era o Hugh, que depois de deixar as crianças no hotel e retornar para a casa encontra a esposa morta, ele encontra com casal de ...  e percebe a morte da filha deles causada pela esposa, nesse momento o Fantasma da menina faz eles entenderam que manter a casa é única forma deles se conectarem, que ali existem histórias muito mais importantes do que qualquer coisa que tenha acontecido naquela noite ou seus próprios traumas.

Gostou da série deixa ai seu comentário, sua dúvida e discute com gente essa obra fantástica de Terror e drama.
Forte abraço